Arquivos mensais: Junho 2009
Padrões e Metodologias em PHP?
Porque PHP não é a linguagem mais utilizada pelas corporações? Porque muitos desenvolvedores optam por outras linguagens em vês de continuar ou utilizar PHP?
Questões como estas surgem todo dia, toda vês que alguém começa a programar em PHP. E talvez a resposta mais adequada seja a falta de um padrão, uma especificação forte em cima da linguagem.

PHP é responsável pelo surgimento dos CMS’ s mais usados no Brasil e no mundo, mas cada um cria seu padrão e alguns nem padrão se quer tem.
Mas o grande pecado do PHP realmente continua sendo uma falta de padrão. Nem precisamos falar da questão de compatibilidade total entre versões, isso não é perfeito em nenhuma linguagem, mas se compararmos a versão do PHP4 com o PHP5, chegamos a clássica questão de configurar o httpd.conf para o php4 (porta 80) e criar um httpd5.conf para o php5 no apache assim evitamos que seu site, blog, etc, saia do ar porque você usava a abertura de código <? Em vês de <?PHP.
Sito está, porque é a clássica de todo código legado php4.
Alguns puristas podem intervir e dizer que:
Assim a linguagem é mais livre, tem maiores chances de crescimento, comunidade, e todas as velhas histórias que cansamos de houvir em toda discussão.
Claro que sou contra uma grande empresa ser a dona da linguagem, mas temos de admitir que a falta de um dono(livre ou não), gera uma falta de padrão.
Com o lançamento da versão 5.3, comecei a ouvir algumas questões de padronização e um grupo para tais questões se formando a o horizonte.
Para efetivar uma melhora nos códigos em PHP, resolvi seguir Walker de Alencar Oliveira, que define no documento: PHP Coding Standards uma padronização para utilização do nosso código php. Siga também as dicas e tente manter-se atualizado e colaborativo.
Fonte:
Abraço,
Ederson Melo – @edersonmelo
elephpant, o logo do PHP
Uma dúvida que vejo muitos tendo quando se pergunta, mas o elefante é o mascote do PostGreSQL, não para quem não sabe, o PHP tem um mascote e também é um elefante (igual ao do PostgreSQL), e foi criado por Vincent Pontier, e seu nome é elephpant, entendeu?

Para quem desejar o logo do php em alguma extenção específica, clique aqui.
Abraço,
Ederson Melo – @edersonmelo
FISL10 – 4º Dia
Paulino Michelasso da Fábrica Livre palestrou : Criando e sustentando uma empresa livre. Muito esclarecedora e animada palestra, que redefiniu a visão sobre o que é uma empresa baseada em Software Livre.
Segundo Paulino, organograma dos departamentos de uma empresa comum é o mesmo que uma empresa baseada em software livre, assim como os cargos, considerando que estes tem uma proximidade maior entre si e claro os impostos que nada mudam comparados a empresas tradicionais.
Já na forma de trabalho, criação de produtos e serviços, relacionamento com funcionários e cargos, a coisa melhora.
O trabalho não é somente baseado na visão do dinheiro, ela trabalha com a comunidade, auxiliando financeiramente fundações, códigos e soluções.
O começo como de todas as empresas sem grande porte econômico é o mesmo, os impostos, etc. Mas então o que muda? Muda como você vê e comercializa um produto ou serviço.
Um produto pode ser formado por um, dois ou mais softwares livres. Que podem ser distribuídos ou comercializados com a mesma licença. Neste caso quem compra, tem a sua disposição o código fonte e o serviços que a empresa venha a oferecer.
Mas também uma empresa livre deve estar comprometida com a comunidade, daí surge a retroalimentação que segundo Paulino, é justamente como as empresas de modalidade tradicional trabalham.
Em uma empresa livre, os desenvolvedores, podem ajudar, compartilhar códigos e informações na comunidade, e levam com eles o nome da empresa. Assim a empresa fornece informação para a comunidade, que conhece a empresa e à tem como base e case naquele determinado meio.
As possibilidades de crescimento existem e são bem reais. Muda também a forma com que a empresa vê seus funcionários. Não mais como uma máquina de fazer dinheiro, o famoso programador caixa eletrônico.
Além de muito esclarecedora, a palestra abre a visão para um novo modelo de ganhar dinheiro.
Abraço,
Ederson Melo – @edersonmelo
FISL10 – 3º Dia
A visita do Presidente Inácio Lula da Silva ao FISL, acabou atrapalhando e obstruindo muitos acessos. Acredito que 70% do fórum, esteja fechado, a parte onde ficam o estantes está fechada e terá acesso após o período da tarde, quando todos devem passar por detectores de metais e somente um número limitado pode tentar.
Mas temos que entender, a visita do Presidente que tem uma visibilidade interna e externa mais positiva que negativa, vai valer muito para o FISL.
Então aproveitei e tirei fotos com o Maddog, Sempre simpático e bem disposto diante de tanto assédio.
Sobre as palestras, IPython para principiantes e ninjas com Leonardo Rochael Almeida, mostrou que cada vês mais IPython vem ganhando território, além de ser muito dinâmica, o que pode ter motiva a utilização pelo pessoal da Microsoft no DotNet.
Também as palestra de Django foi uma gota do que Python é capaz para web.
Palestras da Globo.com mostraram que um dos novos pilares é o Software Livre, deixando claro que o Software Livre veio para ficar e vai ganhar muito terreno dentro da organização. Interessante foram os panfletos atrás de novos talentos.
Abraço,
Ederson Melo – @edersonmelo
FISL10 – 2º Dia
Aproveitando a presença de grandes empresas conversei com o pessoal do PagSeguro da UOL e confirmei algumas informações como a confiabilidade no sistema de transações, a segurança nas aplicações para o desenvolvimento, níveis de acesso para compradores, vendedores e comércios e segundo eles uma API disponibilizada para várias linguagens.
Mas o Governo do Paraná com a implementação do Software Livre(SL) no Estado foi o grande destaque.
A migração foi feita através de novas máquinas e atualizações nas existentes.
Sobre a utilização do BrOffice.org, que na parte Estadual tem grande influência causada pelo uso do Microsoft Office e da grande troca de documentos gerados entre grupos.
Muitos casos, possuíam macros que foram migrados para o BrOffice.org e tratados caso a caso por uma equipe especializada.
- Mapear toda a utilização;
- Entender cada necessidade;
- Treinar os usuários;
- Introduzir o modelo de software livre desenvolvendo uma nova mentalidade;
- Migrar todos os casos como macros(no caso de documentos);
- e por fim implementar;
Claro que no caso do Governo do Paraná, um exemplo dado foi que alguns departamentos mantinham pelo menos uma licença de Microsoft Office para casos extremos.
O que fica como conselho, nunca faça uma migração completa, experiência própria.
Mas o Governo do Paraná se destaca porque:
- O SL é responsável por um dos, maiores e mais modernos projetos educacionais do país.
- Possui o Programa Paraná Digital, que é uma rede de computadores com acesso a internet, controlada por boot remoto.
- 11 mil computadores multiterminais, distribuídos nas 1200 escolas estaduais, com capacidade para 44 mil usuários ao mesmo tempo.
Neste caso como o nome diz, um único computador pode ser utilizado por múltiplos usuários ao mesmo tempo. Cada conjunto formados por monitor, teclado e mouse funcionam sem interferência no trabalho dos demais.
Toda esta tecnologia foi baseada em software livre.
Os servidores e multiterminais funcionam com o sistema operacional Linux com a distribuição Debian e interface gráfica gnome.
Os navegadores são Galeon e o Mozilla, com o pacote de suíte BrOffice.org.
A formula usada pelo governo do Paraná foi perfeita e tal perfeição é que os destaca como um case na implementação do Software Livre no Governo.
Fonte:
Portal Desenvolvedor PagSeguro
Associação Software Livre Paraná
Abraço,
Ederson Melo – @edersonmelo
crimes virtuais 2
Tenho recebido muitos e-mails sobre como agir diante de um crime virtual, se há culpa por parte do provedor de interface de comércio(PIC), etc.
Eu fiquei muito chateado quando ocorreu comigo e é difícil alguém não ficar, além de perder dinheiro, perdemos a confiança nas outras pessoas, parece exagerado, mas não é, é o que ocorre quando em um sistema de confiança uma das partes quebra o elo.

Mas como efetuar uma compra segura?
1 – Não existe compra segura, este é o primeiro item a se saber;
2 – Busque informações sobre o vendedor e a PIC, caso qualquer informação estranha ou negativa, evite a compra;
3 – efetue compras apenas dentro do sistema seguro oferecidos pela PIC, exemplo: Mercado pago e PagSeguro, etc;
4 – efetuei o pagamento preferencialmente através de sistemas que possam ser revertidos em 8hrs, como por exemplo: depósito em caixa eletrônico;
Com estes 4 itens você está relativamente seguro. E em casos que sejamos enganados?
1 – Informar a PIC sobre o ocorrido;
2 – Registrar boletim de ocorrência policial em uma delegacia o mais rápido possível, informando todos os dados da negociação;
3 – Passar os dados do BO para a PIC e cópia por fax caso seja solicitado;
4 – Preservar dados de conversas(msn por exemplo) e-mails, e tudo deve ser informado a polícia.
Em raros casos quando encontrado, possivelmente pela polícia, legalmente o que pode ser feito é um processo em continuidade com a ocorrência policial.
Espero que as informações possa ser de utilidade e que não venha mais a ocorrer casos como estes.
Abraço,
Ederson Melo – @edersonmelo
Evento Javali Porto Alegre
Vejam só, sempre reclamando de bons eventos, e mais um surge,Javali que acontece em Porto Alegre, no dia 23 de junho, junto ao Fórum Internacional Software Livre, a comunidade Java brasileira se reúne para discutir software livre no Brasil.
Confira a programação do evento aqui.
E acesse o site oficial e faça já seu cadastro: javali.org.br
Descrição do site do evento:
O Fórum Internacional Software Livre, FISL, é o maior evento de Software Livre e Open Source da América Latina e um dos mais importantes do mundo. É um evento já estabelecido na cidade de Porto Alegre, e trará em 2009 sua décima edição nos dias 24 a 27 de junho de 2009. Durante o evento, as diversas comunidades do movimento Free and Open Source Software (F/OSS) se encontram para discutir tecnologias, desenvolvimento, legislação, propriedade intelectual e muitos outros assuntos relacionados com a liberdade do conhecimento.
Durante o FISL a Comunidade Java Brasileira se reúne para discutir liberdade de software no âmbito da tecnologia Java, abordando os temas fundamentais sobre desenvolvimento de software, produtos e frameworks livres, ferramentas, licenciamento, máquina virtual, entre outros. O evento Javali, a Comunidade Java, Livre! agrega a comunidade Java, e promove o intercâmbio e a colaboração entre as duas mais importantes comunidades de desenvolvimento do país.
Organizado por dois dos mais importantes grupos de usuários Java do país – a Sociedade de Usuários Java, SouJava e o Grupo de Usuários Java do Rio Grande do Sul, RSJUG – o Evento Javali reúne grupos de usuários e desenvolvedores Java de todo o país além de grandes palestrantes internacionais, para um momento único de discussão sobre liberdade de software. Em sua sexta edição, o Evento Javali traz palestrantes internacionais, e se consolida como um evento fundamental para a evolução da tecnologia Java no país
O mais triste é que neste não poderei estar presente, sabem como é ou Fisl ou Javali.
Abraço,
Ederson Melo – @edersonmelo
Conferência Internacional de CMS
Neste sábado dia 20 de junho de 2009 em São Paulo será realizada a Conferência Internacional de CMS.

Que terá como palestrantes os grandes nomes do mercado CMS mundial como:
Matt Mullenweg
Já trabalhou na CNET, Matt é co-fundador desenvolvedor por trás do WordPress e fundador da companhia Automatic. Natural de Houston, Matt também trabalha como consultor em diversas empresas de tecnologia.
Anthony Ferrara
Anthony Ferrara é membro do Joomla! Core e líder do Joomla! Bug Squad. Iniciou o Mambo Server em 2005 e deu continuidade desde então ao Joomla! provendo à comunidade diversas extensões e aprimoramentos do sistema.
Acompanhe a comunidade Joomla >>
Addison Berry
Está envolvida com o projeto Drupal há 3 anos e atualmente é a líder do time de documentação. Atualmente trabalha para a Lullabot, uma empresa de consultoria e treinamento especializada em Drupal e co-autora do livro “Using Drupal” editado pela O’Reilly. Também auxilia na manutenção do website Drupal.org e é membro permanente da assembléia geral da Drupal Association. Além de todas estas atuações, Addi também está envolvida no desenvolvimento da ferramenta com a criação de patches para o core do Drupal e outros módulos e participou dos programas de treinamentos do Drupal Dojo e Google’s Highly Open Participation (GHOP) program.
Mais um excelente evento, que sinto de verdade não poder participar, espero que muitos possam.
Para saber mais, acessem a programação do evento ou entrem no site oficial:
Abraço,
Ederson Melo – @edersonmelo
Variáveis de ambiente e PHP
Embora muito utilizadas no PHP, as variáveis de ambiente como o nome diz, são variáveis do ambiente do servidor web e não da linguagem php.
Através do uso destas informações, pode se descobrir qual o browser que o cliente utiliza, IP para votações e chats, entre muitas outras funcionalidades.
Para se obter o valor de uma variável de ambiente a função getenv é utilizada no php:
getenv(“nome_da_variável”);
Um exemplo que é muito utilizado é a verificação de tipo de método de envio de dados de um formulário.
Por exemplo, se meu formulário utiliza apenas o método post e não gostaria que alguém utilizasse get, poderíamos criar o código abaixo aproveitando as variáveis de ambiente:
if(getenv(“REQUEST_METHOD”) == “GET” )
echo “O método utilizado é GET e não aceito pelos padrões de formulários, utilize o método POST, obrigado!”;
Agora já conhecemos um deles o REQUEST_METHOD que mostra o envio de dados utilizado.
Bom já sabemos que a função getenv é responsável por retornar os valores das diversas variáveis de ambiente para um programa em php, então abaixo a tabela com as principais variáveis:
AUTH_TYPE Método de autenticação que só está disponível se o servidor disponibilizar este recurso.
CONTENT_LENGHT Tamanho dos dados recebidos pelo servidor ( bytes )
CONTENT_TYPE Tipo MIME dos dados enviados
GATEWAY_INTERFACE Versão CGI fornecida pelo servidor
HTTP_ACCEPT Uma lista dos tipos MIME aceitos pelo cliente
HTTP_USER_AGENT Nome e versão do browser utilizado no cliente
PATH_INFO Caminho acessado pelo cliente para alguns scripts.
QUERY_STRING Armazena informações passadas através da URL após o ?
REQUEST_METHOD Método utilizado para envio ( Post / Get )
REMOTE_HOST Nome do host da origem da requisição
REMOTE_ADDR IP do usuário
REMOTE_USER Nome do usuário ( Se o servidor permitir autenticação)
REMOTE_INDENT Nome do usuário remoto ( apenas para servidores que suportam o padrão RFC 931 )
SERVER_SOFTWARE Servidor e Software utilizados
SERVER_NAME Nome do servidor ou IP
SERVER_PROTOCOL Nome e versão do protocolo utilizado
SERVER_PORT Número da porta utilizada na requisição
SCRIPT_NAME Caminho para o script que está sendo executado
Abraço,
Ederson Melo – @edersonmelo