Blog: Metodologia

Squad, Times Cross-funcionais

A evolução da aplicação de Metodologias Ágeis muda não somente como as empresas pensam seu trabalho, mas também como elas moldam seus times. Nesta ideia de equipes cross-funcional e que surgiu o Squad, que ganhou maior visibilidade após ser divulgada de como a Spotify, empresa sueca de streaming de música, organiza e estrutura seus times.

Squads Squads são a unidade básica de organização dos times, geralmente em torno de uma feature, ou subsecção de uma funcionalidade. Podem ter até 10 membros, cross-funcional a ponto de conterem expertise dentro do grupo para desenvolver todos os aspectos do produto e definir suas prioridades alinhadas com o objetivo da empresa.

No modelo de Squad, não há uma figura de liderança formal. As lideranças são mais orgânicas, já que os times são auto-geridos. Eles se baseiam em aspectos técnicos e funcionais do trabalho e de seus projetos.

Não há também uma divisão funcional constituída de papéis tradicionais. Todos os envolvidos em determinado projeto trabalham conjuntamente e complementarmente, cocriando soluções.

Esses times são organizadas multidisciplinarmente, de acordo com as necessidades dos projetos da empresa.

Times Cross-funcionais Porque voltar a este ponto? Porque os times cross-funcionais estão mais presentes nas organizações que desejam contar com equipes de alta performance. Elas diferenciam-se da concorrência por meio de serviços, produtos e atendimento inovadores.

Esses times tornam as organizações menos hierárquica e vertical do que as estruturas mais tradicionais e precisam ser compostos por colaboração profissionais com diferentes competências e perfis que atuem em diferentes atividades, onde não há espaço para a mentalidade do “a minha parte eu entreguei” e/ou “eu fiz o meu trabalho” . Todos trabalham para atingir um objetivo comum.

O impacto na comunicação é grande, pois ela exige mais dedicação, já que a interação é continua com pessoas de diferentes funções e expertises.

Quanto mais unido e sensibilizado em relação aos objetivos o squad for, maior será o benefício para a empresa e para a agilidade de seus processos.

Desvantagens dos times cross-funcionais Nem tudo é somente vantagens, encontrei descrito em diversas postagens, questões relacionadas a autonomia, já que esse tipo de estrutura permite que os membros definam as prioridades. O alinhamento com os demais membros e a empresa deve ser muito afinada.

Acho que muito também deve se pensar em harmonia e formas de incentivar este afinamento. Isso passa muito pelo desenvolvimento das lideranças. Mesmo que não se pense neste papel, alguém tem que comunicar para fora, representar o Squad em algum momento e ele deve realizar uma gestão bem diferenciada para dentro do sistema burocrático da empresa.

Enfim… Squad é uma nova forma de se trabalhar, que pode e deva ser usado nas empresas, mas as empresas precisam ter uma nova visão, pensa no futuro e querer.

Chunking: Método flexível para mais foco

Voltando a um tema que adoro, Produtividade, conheci a dois anos a Técnica Chunking, ela é semelhante ao Pomodoro criada por Jurgen Appelo, criador do Management.

A grande sacada da Chunking é que ela não usa períodos de tempo fixo como o Pomodoro, mas períodos de tempos variáveis, chamados de chunks.

Um chunk de trabalho é qualquer atividade de foco que dura de 10 a 60 minutos, com a média sendo menor que 30 minutos.

O tempo do chunk é escolhido de acordo com a tarefa e sua disponibilidade de tempo. Trazendo flexibilidade também

para utilizar espaços curtos de tempo do dia a dia entre atividades. Um chunk de trabalho pode ser uma tarefa pequena e completa.

Um chunk pode ser também uma fatia bem definida de um projeto maior ou também um conjunto de tarefas pequenas e não relacionadas, tais como tarefas de um checklist.

APLICANDO CHUNKINGS Podemos definir os chunks e 3 requisitos cruciais: Eles têm um início e um fim naturais e lógicos; Não podem ser interrompidos; Pausas entre chunks são desejáveis; Aprendi até o momento usando a Técnica Chunking que podemos usar a melhor técnica de acordo com o contexto, ou Chunking ou Pomodoro. Também tenho usado chunking em períodos maiores (40 a 60 minutos) quando estou com uma boa energia, motivado e com foco.

Sabia que usei Chunking para escrever este Post? Estou usando Chunks de 10min para planejar as redes sociais, 30min para escrever e 30min para finalizar, dar aquele acabamento.

O Método Pomodoro

A anos Venho utilizando e escrevendo sobre o método Pomodoro e você sabe o que torna o Pomodoro tão único? Simplicidade! Pomodoro é um método de gerenciamento de tempo desenvolvido por Francesco Cirillo no final dos anos 1980. A técnica utiliza um cronometro para dividir o trabalho em períodos de 25 minutos chamados de ‘pomodoros’.

O método é baseado na ideia de que pausas frequentes podem aumentar a agilidade mental e busca fornecer uma resposta eficaz a um estado provocador de ansiedade chamado de temporal, “becoming” nos trabalhos de Henri Bergson e Eugene Minkowski.

Embora o método Pomodoro seja extremamente simples e fácil, ela não deve ser usada simplesmente como um processo para acelerar o desenvolvimento da tarefa, mas sim como uma unidade de esforço temporal além do poder que ela tem de focar na tarefa, evitando distrações. Portanto, além de você descobrir ao longo do tempo quais são as atividades em que você seja menos produtivo, você poderá tentar se desenvolver melhor nesses seus pontos mais fracos.

Você trabalha em sprints curtos, o que torna a certeza de que estamos constantemente produzindo. Você também terá de fazer pausas regulares que reforçam a sua motivação e o mantêm criativo.

A Técnica Pomodoro é provavelmente, um dos métodos de produtividade mais simples de implementar. Tudo que você precisa é de um timer. Além disso, não existem aplicações especiais, livros ou ferramentas necessárias.

Como a Técnica funciona: Escolha uma tarefa a ser cumprida; Defina o Pomodoro a 25 minutos (o Pomodoro é o temporizador); Trabalhe sua tarefa até que o Pomodoro determinado seja cumprido e coloque um cheque em sua lista; Faça uma pausa curta (5 minutos); A cada 4 Pomodoros dar uma pausa maior(sugestão de 15 min); Essa “pausa maior” é geralmente da ordem de 15-30 minutos, ou o que for preciso para fazer você se sentir recarregado e pronto para começar outra sessão de trabalho de 25 minutos. Repita esse processo algumas vezes ao longo de um dia de trabalho, e você se sentirá muito realizado e levei, tendo essas pausas para tomar uma xícara de café ou encher sua garrafa de água.

É importante notar que um pomodoro é uma unidade indivisível de-obra, que significa que se você estiver distraído part-way por um colega de trabalho, reunião, ou em alguma emergência, você tem que terminar o pomodoro (salvar o seu trabalho e começar um novo mais tarde), ou você tem que adiar a distração até o pomodoro ser completo.

Neste caso, a sugestão é: Informe que você está trabalhando em alguma coisa agora; Negociar um momento em que você possa retornar; É claro que nem todas as distrações são tão simples, e algumas exigem atenção imediata.

Como o Pomodoro pode ajudar A Técnica Pomodoro não é apenas ajudar você a fazer as coisas hoje; Trata-se de aprender como você trabalha para que você possa economizar tempo no futuro.

  1. TRABALHAR COM TEMPO – NÃO CONTRA-O-TEMPO Para muitas pessoas, o tempo é um inimigo. Nós corremos contra o relógio para terminar as atribuições e cumprir os prazos. A Técnica Pomodoro ensina você a trabalhar com o tempo, em vez de se esforçar contra isso.

  2. GERENCIAR SUAS DISTRAÇÕES Uma distração pode ser uma chamada no Facebook, ou, de repente, percebendo que você precisa mudar o óleo em seu carro, muitos pensamentos e eventos, distrações surgiram quando você está no trabalho. A Técnica Pomodoro irá ajudá-lo a registrar suas distrações e ordená-las de acordo com os níveis de prioridade. Você vai se surpreender como muitas coisas podem esperar o tempo apropriado.

  3. TRABALHO/VIDA PESSOAL A maioria de nós está intimamente familiarizado com a culpa que vem de procrastinar. Se não tivermos um dia produtivo, é muito fácil acabar sentindo que não podemos aproveitar o nosso tempo livre. A Técnica Pomodoro pode ajudar na organização, seja criando um cronograma ou em simples listas, permitindo que você realmente aproveitar seu tempo livre.

  4. ENCONTRAR QUANTO DE ESFORÇO UMA ATIVIDADE EXIGE Já se perguntou onde está todo o seu tempo? Não me pergunto mais: está tudo na página. A sua Folha do Pomodoro To-Do é uma visão geral do tempo gasto em várias tarefas.

  5. APRENDENDO A LIDAR COM INTERRUPÇÕES Normalmente, você pode demorar 25 minutos antes de ligar para um amigo ou responder a um e-mail. Você aprenderá a lidar com a interrupção inevitável, mantendo-se focado na tarefa em questão.

  6. ESTIMATIVA DE ESFORÇO PARA SUAS ATIVIDADES Uma vez que você tenha obtido o tempo necessário para tarefas comumente necessárias, você poderá prever com precisão quantos Pomodoros serão necessários para realizar as tarefas futuras.

    Com toda essa simplicidade e possibilidades que a Técnica Pomodoro promove, ou possibilita é o que me motiva a escrever tanto sobre algo simples. É o que me motiva a utilizar diariamente no meu trabalho, mesmo que nem sempre possa ser aplicada.

Aprendendo UX & Design Thinking

UX é baseado em uma atitude, uma mentalidade que visa capturar as necessidades insatisfeitas do usuário no contexto de uma determinada experiência e transformá-las em oportunidades de design, através de um processo feito de etapas específicas, fornecidas principalmente pelo Design Thinking. O foco de UX é a resolução de problemas tendo como ponto o ser humano.

A técnica pode ser aplicada a qualquer contexto, sem exceções e sua adaptabilidade faz do Design Thinking, um poderoso recurso para a melhoria contínua de produtos e serviços.

Mas começando do começo Design Thinking surge no final de 1969 sobre métodos de design, “ The Sciences of the Artificial ”, o Prêmio Nobel Herbert Simon descreveu um dos primeiros modelos formais do processo de Design Thinking. O modelo de Simon consiste em sete etapas principais, cada uma com estágios e atividades de componentes, e foi amplamente influente em alguns dos modelos de processo de Design Thinking mais utilizados atualmente.

Mas hoje em dia, existem muitas variantes do processo de Design Thinking em uso, e embora possam ter números diferentes de estágios, variando de três a sete, todas elas são baseadas nos mesmos princípios apresentados no modelo de 1969 de Simon.

Gostei bastante do modelo de cinco estágios proposto pelo Instituto Hasso-Plattner de Design em Stanford. Os cinco estágios do Design Thinking, de acordo com a d.school, são: Empatia , Definição (o problema), Ideia, Protótipo e Teste. Apesar de acreditar que conforme meu aprendizado evolua, minha tendência natural seja diminuir para 3 estágios.

Mas vou falar dos cinco estágios do Design Thinking, de acordo com a d.school: 1. Empatia A primeira etapa do processo de Design Thinking é obter uma compreensão empática do problema que você está tentando resolver.

  1. Definir (o problema) Durante o estágio de Definição, você reúne as informações que você criou durante o estágio Empatia. Podendo observar e sintetizar para definir os principais problemas que você e sua equipe identificaram até o momento.

  2. Ideia Durante o terceiro estágio do processo de Design Thinking, os designers estão prontos para começar a gerar ideias. Tendo a compreensão das necessidades dos usuários, você analisou e sintetizou suas observações no estágio de Definição, e acabou com uma declaração de problema centrada no ser humano. Com esse sólido histórico, você e os membros de sua equipe podem começar a pensar fora da caixa para identificar novas soluções para a declaração de problema que você criou. Neste ponto estou achando bem legal, pois é possível procurar alternativas de visualizar o problema. Existem centenas de técnicas de ideação , como Brainstorm, Brainwrite, Worst Possible Idea, e muitas outras. Na minha opinião o Brainstorm e uma das Piores e crazy 8’s é uma das melhores.

  3. Teste Nesta etapa é o momento de avaliar com rigor o produto completo, usando as melhores soluções identificadas durante a fase de prototipagem. Este é o estágio final do modelo de 5 estágios, mas em um processo iterativo, os resultados gerados durante a fase de testes são frequentemente usados para redefinir um ou mais problemas e informar a compreensão dos usuários, as condições de uso, como as pessoas pensam , se comportar e sentir e ter empatia.

Em resumo Enquanto UX é mais voltado para tornar a usabilidade do produto melhor para o usuário, o Design Thinking é uma forma de interação, flexibilização e foco na colaboração entre designers e usuários, com ênfase em trazer ideias para a vida com base em como os usuários reais pensam, sentem e se comportam.