Blog: Design Thinking

O que é Design Thinking?

Design Thinking é uma abordagem utilizada para criação de projetos e desenvolvimento de produtos com base no pensamento dos designers.

Esse formato de pensamento utiliza o processo de resolução de problemas levando em conta o ser humano e utiliza princípios de multidisciplinaridade, colaboração, estruturação de ideias e processos.

O sucesso do Design Thinking se deve ao fato da abordagem combinar 3 elementos fundamentais para qualquer projeto:

🔵 A sensibilidade presente no universo do design;

🟡 As ferramentas, estratégias e métodos para atender as pessoas;

🔴 A tecnologia disponível para solucionar um problema.

A ideia é que seja possível atender qualquer demanda da sociedade, de uma forma prática e acessível.

Mas Quais são as etapas do Design Thinking?

A estrutura padrão do Design Thinking é dividida em 4 etapas. Essa divisão é importante para delimitar a atuação de cada pessoa e para a criação de processos eficientes para solucionar cada detalhe de um problema.

  1. Imersão Entendimento e compreensão de todos elementos de um problema.

  2. Análise e Síntese Entendido todos os detalhes sobre o problema, o tema em geral, o público e as possibilidades disponíveis, é hora de analisar os dados coletados e elaborar uma síntese para guiar o processo de criação da solução.

  3. Ideação É a fase do brainstorming. Após o entendimento do problema, da análise das possibilidades e das características e da realização da síntese de tudo que foi coletado, é hora de coletar ideias para desenvolver uma solução realmente eficiente para o público específico.

  4. Prototipagem e teste Agora as ideias se transformam em soluções reais para o problema apresentado. O resultado desse processo deve ser algo coerente com todos os aprendizados dos passos anteriores e deve apresentar uma oportunidade de negócio para a empresa. A criação de protótipos funciona como uma forma de testar a aderência da solução junto ao público e o resultado para a empresa.

Atualmente, uma boa estratégia utilizada por muitas empresas é a criação de MVPs (minimum viable product, ou mínimo produto viável, em português). Assim, é possível criar testes com esforços reduzidos e melhorar o produto de acordo com a demanda.

  1. Implementação Após o momento de prototipagem, você terá dados sobre a performance da sua solução e informações sobre os ajustes necessários. Depois de realizar as alterações necessárias, é hora de implementar o que foi planejado e colocar no mercado.

E agora, como aplicar Design Thinking?

Em resumo, podemos concluir que o Design Thinking é a abordagem de pensamento que combina a necessidade de um público com as possibilidades de soluções para atender essa demanda.

Esse pensamento pode ser utilizado para guiar parte das ações de uma empresa, servindo para melhorar a experiência dos clientes.

Esta abordagem pode ser aplicada a qualquer área que tenha um problema a ser resolvido e a possibilidade de inovar para solucionar.

Mas é preciso um time multidisciplinar focado em se aproximar do público e criar empatia sobre a solução.

Além de criar uma cultura organizacional focada na colaboração, cooperação e incentivo à criatividade em todos os processos.

Existe ainda uma grande distância entre adotar esse pensamento e a utilização em processos e ações diárias.

Eai curtiu? Acredita que seria possível utilizar Design Thinking na sua empresa, ou para você? Comenta aí como?

Adventurous Thinking surge como upgrade do Design Thinking?

Como posso falar de Adventurous Thinking se estou me aprofundando recentemente em Design Thinking? É a pergunta que me faço também, mas é simples de entender. Mas quase tudo cresce exponencialmente e o conhecimento está nesta lista. Conhecimento e a curiosidade permeia desde sempre o Mundo livre em que vivemos.

Então... Falei no post sobre Design Thinking e procurei entender mais sobre o que seria este upgrade para o Adventurous Thinking, desenvolvidos pela Adventurous Thinking Sally Domínguez, como uma nova estratégia de inovação. Na visão de Sally, esse método amplia o pensamento criativo, promove inovações consistentes e ajuda a tornar sistemas, produtos e estratégias mais robustos e sustentáveis a longo prazo. Pra mim só a possibilidade de tornar sustentável a longo prazo já é uma grande vantagem, não que ela não conste em outras metodologias, mas ele é um pilar no Adventurous Thinking. Que ainda combina as pesquisas mais recentes sobre caminhos neurais, apresentando ferramentas e técnicas que permitem que cada pessoa seja mais curiosa e inovadora.

As cinco lentes do Adventurous Thinking Cada lente serve para provocar um ponto de vista distinto e extremo em uma estrutura. Quando usado como um conjunto, essas lentes pluralizam um produto ou sistema e revelam seus múltiplos significados e soluções mais diversificadas.

Parkour, esta visão fala em proatividade, onde não é preciso ter um problema.

ReThinking possibilita a pessoa se tornaria mais criativa e conseguiria pivotar seu negócio, caso necessário. Gosto bastante também da possibilidade, senão, necessidade de reavaliar o capital humano das empresas.

Sideways fala sobre termos um pensamento empático e entender sua equipe, permitindo inovar e tomar melhores decisões.

Além da Sideways a Negative Spaces ajuda na hora de tomar uma decisão, porque ela busca ter um olhar contextual sobre o papel de determinada ação em seu ambiente.

O Backwards fala em planejar o ciclo de vida do projeto como um todo, não apenas sua criação.

Conforme o que já aprendi, é essencial ser criativo e acreditar que tem a capacidade de fazer essas conexões inesperadas, dando a oportunidade para o seu cérebro ir a caminhos diferentes.

Respondendo a pergunta do título... Há sim uma possibilidade que Adventurous Thinking seja um upgrade para o Design Thinking. Mas ainda preciso conhecer mais para concluir.

Então, vamos continuar aprendendo mais.

Aprendendo UX & Design Thinking

UX é baseado em uma atitude, uma mentalidade que visa capturar as necessidades insatisfeitas do usuário no contexto de uma determinada experiência e transformá-las em oportunidades de design, através de um processo feito de etapas específicas, fornecidas principalmente pelo Design Thinking. O foco de UX é a resolução de problemas tendo como ponto o ser humano.

A técnica pode ser aplicada a qualquer contexto, sem exceções e sua adaptabilidade faz do Design Thinking, um poderoso recurso para a melhoria contínua de produtos e serviços.

Mas começando do começo Design Thinking surge no final de 1969 sobre métodos de design, “ The Sciences of the Artificial ”, o Prêmio Nobel Herbert Simon descreveu um dos primeiros modelos formais do processo de Design Thinking. O modelo de Simon consiste em sete etapas principais, cada uma com estágios e atividades de componentes, e foi amplamente influente em alguns dos modelos de processo de Design Thinking mais utilizados atualmente.

Mas hoje em dia, existem muitas variantes do processo de Design Thinking em uso, e embora possam ter números diferentes de estágios, variando de três a sete, todas elas são baseadas nos mesmos princípios apresentados no modelo de 1969 de Simon.

Gostei bastante do modelo de cinco estágios proposto pelo Instituto Hasso-Plattner de Design em Stanford. Os cinco estágios do Design Thinking, de acordo com a d.school, são: Empatia , Definição (o problema), Ideia, Protótipo e Teste. Apesar de acreditar que conforme meu aprendizado evolua, minha tendência natural seja diminuir para 3 estágios.

Mas vou falar dos cinco estágios do Design Thinking, de acordo com a d.school: 1. Empatia A primeira etapa do processo de Design Thinking é obter uma compreensão empática do problema que você está tentando resolver.

  1. Definir (o problema) Durante o estágio de Definição, você reúne as informações que você criou durante o estágio Empatia. Podendo observar e sintetizar para definir os principais problemas que você e sua equipe identificaram até o momento.

  2. Ideia Durante o terceiro estágio do processo de Design Thinking, os designers estão prontos para começar a gerar ideias. Tendo a compreensão das necessidades dos usuários, você analisou e sintetizou suas observações no estágio de Definição, e acabou com uma declaração de problema centrada no ser humano. Com esse sólido histórico, você e os membros de sua equipe podem começar a pensar fora da caixa para identificar novas soluções para a declaração de problema que você criou. Neste ponto estou achando bem legal, pois é possível procurar alternativas de visualizar o problema. Existem centenas de técnicas de ideação , como Brainstorm, Brainwrite, Worst Possible Idea, e muitas outras. Na minha opinião o Brainstorm e uma das Piores e crazy 8’s é uma das melhores.

  3. Teste Nesta etapa é o momento de avaliar com rigor o produto completo, usando as melhores soluções identificadas durante a fase de prototipagem. Este é o estágio final do modelo de 5 estágios, mas em um processo iterativo, os resultados gerados durante a fase de testes são frequentemente usados para redefinir um ou mais problemas e informar a compreensão dos usuários, as condições de uso, como as pessoas pensam , se comportar e sentir e ter empatia.

Em resumo Enquanto UX é mais voltado para tornar a usabilidade do produto melhor para o usuário, o Design Thinking é uma forma de interação, flexibilização e foco na colaboração entre designers e usuários, com ênfase em trazer ideias para a vida com base em como os usuários reais pensam, sentem e se comportam.